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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

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Ideais quanto a um novo horizonte (e o tempo).

A imagem é do incrível australiano Shaun Tan.
"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."
  - Fernando Pessoa

 Eu tenho e sempre tive uma certa despreocupação com o tempo. Não algo assim tão consciente e não exatamente o dos  relógios, mas vivo naquela impressão de que irá sempre dar tempo: procrastino e às vezes invento mil desculpas para não fazer agora, e além de me tornar uma pessoa não muito pontual, isso acontece até mesmo com as minhas mais profundas ambições. É praticamente uma tatuagem ruim em mim. Frustrante.

  Eu gostaria de ser como certos jovens, corajosos o suficiente para despedirem-se de seus mundos e darem a cara à tapa em um novo horizonte. Pessoas capazes de irem atrás dos seus sonhos e ideais, por mais utópicos que sejam, por mais riscos que corram. Ir mesmo que com medo das incertezas do amanhã.

Eu já desperdicei mais oportunidades do que deveria e acho que cheguei nesse momento crucial da vida, de fazer a travessia.

 Tudo bem, a mudança não precisa ser radical, afinal, tudo o que mais precisamos pode ter estado embaixo dos nossos narizes o tempo todo, ou ao lado, ou em algum lugar próximo, de modo que nem precisemos mudar de horizonte.

 Mas eu sinto, e dessa vez muito conscientemente, que eu não conseguiria assim, não aqui. Sinto que a minha mudança precisa ser mais drástica, que preciso me afastar das pessoas que não me deixam cair e que tomam responsabilidades que deveriam ser minhas. E não me entenda mal, sou muito grato a cada uma delas... Família, amigos especiais, essas pessoas lindas que amo e me apoiaram em cada fase da minha vida, que me aceitam e gostam de mim por mais excêntrico e estranho que eu seja. Na verdade, o ponto mais difícil da minha travessia será deixar eles e deixar esse meu eu dependente deles; porém, é o que precisa ser feito. 

 Sei que só serei capaz de evoluir como ser humano a partir do momento que me forçar a depender mais de mim mesmo, já tenho mais de vinte anos e me conheço bem o suficiente para saber que consigo me moldar bem sob pressão.

 O modo como farei isso? Vou-me embora para a cidade de São Paulo, morar e trabalhar lá, e por lá, correr atrás dos meus ideais. Ser o jovem corajoso que eu gostaria de ser. Corajoso o suficiente pra acreditar em mim, levantar a bandeira do "eu posso, eu consigo!" e ir.

som que muito tem a ver com o texto:
Fixed at Zero / VersaEmerge


PAPO-SOLTO:



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