Música.
Se há uma arte que mexe comigo tanto ou até mais do que a literária é a musical.
Ela tem poder para me deixar feliz, deixar triste, inspirado, sobrenatural...
Para me deixar em muitos estados de espírito, diga-se.
Amo música. Do MPB ao Rock. De suaves sopranos à estrondosas contraltos.
Diria que sou eclético, pois tocam músicas dos estilos mais variados no meu media player. Bem, não há funk, samba e nem pagode. São ritmos que geralmente não descem por minha garganta, ou melhor, não agradam aos meus ouvidos. Mas mesmo esses ritmos têm seus momentos de glória comigo. Por exemplo, eu tenho uma música de funk sobre uma mulher que decidiu virar mulher da vida(pra não dizer pu##), que coloco pra tocar só para irritar a minha cunhada.
Mas enfim, essas não são as músicas que coloco para eu ouvir, nem as letras que eu gosto de digerir. Se fosse para fazer um levantamento, acho que meu estilo pende mais para um gótico suave. xD - Parece mexer com minha alma, esse estilo calmo, quero dizer.
Talvez tenha a ver com onde eu comecei a apreciar a música. Uma igreja.
Muitas vezes uma música cantada tinha um efeito maior do que toda uma pregação, sobre mim. E quando vi, eu já estava "lá na frente dos irmãos" cantando (e louvando a Deus -xD). No começo eu não tinha muita confiança em mim, ficava super tenso e ansioso. Tanto que na primeira vez que fui cantar na igreja(e ainda bem que tinha pouca gente), eu disse no microfone:
- Desculpem. - E não cantei. Fiquei tão nervoso que veio um branco mais forte
do qualquer um que eu tivesse visto. A música começou a tocar e o ritmo em que
ela era cantada fugiu de minha cabeça. hahahahaha -.-
Mas com o tempo(semanas) a coragem foi voltando, porque eu já tinha minha paixão pela música nessa época, e cantar era uma das minha maiores vontades. Então eu fui lá, com àquela mesma melodia que eu não conseguira cantar antes, peguei o microfone e uns dois ou três minutos depois havia acabado.
Eu sentei trêmulo no banco. CARA, aquilo foi demais.
Elogios vieram, eventualmente. Assim como convites recorrentes para cantar,
até mesmo em eventos (gospel). Mas os elogios não foram o mais legal,
nem as comparações com cantores "famosos" do meio gospel adventista.
Certamente a ansiosidade e as borboletas dançando tango
na minha barriga também não foram o mais legal.
Mas o coração acelarado e a adrenalina, endorfina ou qualquer outra substância
com que meu cérebro tenha me brindado. - Ah, aquilo foi magnífico.
Daquele dia em diante, minha paixão se tornou amor.
Daquele dia em diante, cantei mais diversas vezes.
E não daquele dia, mas num momento entre ele e hoje,
eu decidi que eu queria isso: cantar e viver da música.
Sei que tenho talento e potencial. Às vezes temo não ter o suficiente,
mas esse... É o meu sonho. (juntamente com o de escrever e publicar minhas histórias.)
[marketing: on]
Então, quando eventualmente eu lançar meu CD... Comprem! kkkkkkkk
[marketing: off]
Até, pessoal!
Vou ver se uma hora posto alguma música que eu fiz, aqui.
Obs: e em algum momento entre aquele dia e hoje, eu me peguei não acreditando mais em Deus.
Ao menos, não da mesma maneira que eu acreditava: Uma visão fechada e restrita.
Digamos que... Bem: eu acredito que existe uma força superior benigna! (e uma maligna)