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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

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Palinha 2.0 o/

Aê, vocês pediram e eu estou providenciando.
Fiquei muito feliz com o entusiasmo de vocês quanto ao meu lado musical.
Agradeço de novo e estou trazendo uma música que compus recentemente;
gravação puramente amadora e violão só de brincadeira, por que eu ainda preciso
aprender a tocar... Mas gostaria de ouvir a opinião de vocês quanto ao estilo da música
e a letra. Ela tem duas versões; uma delas, sendo grandemente inspirada às músicas
mais agudas de Vanessa da Mata, mas a versão que eu estou postando aqui é bem mais suave
e seu nome é "O que tiver que ser". o/
Aí vai os links para download da palinha:

sábado, 19 de fevereiro de 2011

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New World part. 4

 Para ler a terceira parte, clique aqui.
 Parte 4: 
Adaptações
"O homem dissipa a sua angústia inventando ou adaptando desgraças imaginárias."   
- (Raymond Queneau)


 O corredor branco. - Um dos caminhos ao Mundo Interior, que era exatamente como seu nome, um corredor meio estreito, de paredes, teto e chão branco-fosforescente. Mas agora ele estava diferente, com rachaduras e quebrado em várias partes, cheio de buracos de escuridão, dos quais emanavam presenças e a maioria das que senti eram extremamente malignas, embora, ainda menos más do que àquela de um momento antes do ônibus explodir. Uma silhueta humana saiu de uma daquelas rupturas e parou encurvada, arrastando a escuridão junto com ela como se fosse uma capa agarrada ao seu corpo. Depois que a escuridão se desprendeu e se recolheu de volta para o buraco, um rapaz se empertigou lentamente, ficando de pé no corredor e alguns metros a minha frente, com seus olhos vermelhos mirando os meus.
- Olá. - Ele disse abrindo um sorriso sedutor (Meu deus, eu nunca imaginei que sorrisos pudessem ser tão sexys!). Depois ele passou a mão pela cabeleira preta e a tirou da frente do rosto pálido. Com uma expressão de tédio ele perguntou:
- Quanto você pesa? - Sério, o cara tinha começado bem, com a entrada misteriosa, o sorriso sexy e o "olá" divertido com o qual me saudou, sabe. Ele tinha uns vinte anos no máximo, e estava vestido como um príncipe, literalmente. Até poderia ser dito que ele havia se perdido no caminho à uma festa a fantasia. E também tinha mais uma coisa: ele era o homem mais bonito que eu já vi em toda a minha vida. Não que meus dezesseis anos fosse lá muita vida, é claro. Se bem que eu achava que com essa idade eu já havia vivido o suficiente dessa vida, e podia partir para o outro lado. Mas como eu ia dizendo, o cara era um príncipe encantado, parado ali na minha frente e querendo saber meu... Peso. Isso me pegou bem desprevenida.
- O que foi que você disse? - Me vi perguntando.
Ele sorriu. Acho que devo ter suspirado encantada. Ah, que sorriso... Hã?! Ele tinha... Presas?
- Eu perguntei quanto você pesa. Mas é só para ter uma idéia de quanto sangue você tem.
Ele falou serenamente. Ele abriu a boca junto comigo para falar mas eu comecei antes.
- Você é um...?
- Sou. - Ele respondeu antes que eu terminasse minha frase.
- O que você...? - Ele me interrompeu de novo:
- Eu senti a sua presença. - Disse ele estendendo os braços em minha direção e depois apontando para o buraco. - Diferente das que estão lá. - Eu arregalei os meus olhos quando ele passou num vulto e então o senti atrás de mim, sussurrando no meu ouvido:
- Uma presença doce. Humana demais. - Ele estava me abraçando, com seus braços passando por cima dos meus ombros e seu peito encostando em minhas costas. Eu estava arrepiada. E não era só de medo. Vou te contar; o que estava acontecendo comigo? Digo, fora a vontade louca de me virar e lascar um beijo na boca dele, havia definitivamente mais alguma coisa acontecendo comigo. Eu tentei me apartar dele, afinal, não é porque eu queria que eu iria sair beijando um cara na primeira vez que eu o encontro na vida. Então entendi o que estava errado. Meu corpo não se mexia. Eu estava paralisada. Isso realmente me apavorou um pouco. Ele continuou falando baixinho, perto da minha orelha. Eu sentia o ar gélido que vinha de sua boca.
- Ou melhor, senti uma presença viva demais. Mais do que qualquer outra aqui. Eu quis saber. Então eu entrei na luz. Ninguém havia conseguido entrar na luz ainda. Os dois caminhos ainda não estão num alinhamento perfeito. Mas eu consegui. Então eu vi você, e você me lembrou de minha sede, e minha sede me lembrou quem eu sou. - E num piscar de olhos ele já estava na minha frente, levantando sua mão pálida para me golpear. Vi um anel dourado na mão dele, com um diamante vermelho encrustado e um símbolo estranho que com certeza iam me machucar. Fechei os olhos por reflexo quando a mão dele se aproximou. Os dedos dele deslizaram pelo meu rosto, me acariciando. Eu abri os olhos e  vi o rosto perfeito dele com um sorrisinho e uma expressão de quem diz "sua bobinha". O que é esse cara?! Bem, eu sabia o que ele era, mas quero dizer, esse efeito que ele causava em mim, de querer quebrar essa merda de paralisia e ao invés de sair correndo (como se fosse adiantar) me jogar nos braços dele e... Droga! Já ouviu falar da atração sobrenatural que os vampiros de algumas mitologias causavam em suas vítimas? Porque era exatamente isso que estava acontecendo comigo. Ele estava usando algum tipo de poder em mim, me seduzindo pra depois sugar meu sangue, como se eu não fosse nada. 


Obs.: Pode parecer modismo aparecer um vampiro na história, mas tem um porquê bem interessante.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

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Me Prometi

Fiz pactos comigo em folhas de caderno
E me prometi:
Não mais ser quem eu não queria,
Ser diferente,
Mudar totalmente,
Tentar me implodir
E deixar de ser assim.

Espero ser o primeiro a se levantar.
Quando precisar pode contar comigo.
E desejo ser o ultimo a cair,
Permanecer de pé
Até onde eu puder.

Me comprometi e prometi a mim
Que um dia eu seria feliz.
Me prometi, me comprometi a cumprir
O acordo que eu assinei aqui.

Um trato fiz comigo, pra não me perder ou desaparecer.
Tinha de me consertar um pouco; 
A assimetria queria me dominar
E me tornar uma pessoa má.



sábado, 12 de fevereiro de 2011

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Sem pensar duas vezes.

- Eu acho que já sei o que você quer conversar comigo. Pense bem, porque se você disser isso...
- Eu já pensei. - Ele a interrompeu sem nenhum receio. Ela se perdeu por um momento entre os sorrisos silênciosos ao seu redor.
- Pense no que você está fazendo então. Será que você...
- Eu sei o que estou fazendo e também já pensei bastante nas consequências.
Um sorriso irrompera no rosto dele quando continuou:
- Eu pensei em tudo.
- Não, você não pensou em tudo. Você não pensou em mim!
Ela reparou que estava gritando, então se calou assustada consigo mesma. Ele ergueu uma sobrancelha mas continuou com o sorriso. Um sorriso que para ela era de cinismo. 
- Você não é mais tão importante assim. - Ela não entendeu o destaque que ele dera a palavra "você" nem o tom nostálgico da frase, mas havia entendido bem a mensagem. Como ele podia estar fazendo isso com ela? A humilhando assim, na frente de todos os amigos dele e dela. E afinal, porque todos seus amigos estavam indo ante a este ato. Porque metade da escola parecia ter se aglomerado ali, para começo de história? "Até professores..." - ela sussurrou baixinho.  Uma semana atrás, ela havia decidido que aquele era o cara com quem ela passaria o resto dos seus dias sem pensar duas vezes. Até comentou com uma das amigas, quando a mesma perguntou o que ela diria caso ele a pedisse em casamento. Aliás, uma amiga que estava ali, rindo ao ve-la ser destruída pelo namorado. Ou será que ela já devia dizer ex-namorado? Os vários olhos provocavam um efeito paralisante nela. A situação como um todo, provocava. Mas ela precisava ter certeza:
- Então esse é o fim do nosso namoro, Bill? - Ele concordou com a cabeça e depois de um tempo disse:
- Posso dizer que é. 
Ele já havia feito que sim com a cabeça. Para passar a mensagem oralmente também, ele só poderia estar querendo deixar muito claro que não a queria mais, ela concluíu. Bem, ela já estava de sobreaviso: o modo como ele a evitara nos últimos dias, conversando com metade daquela pequena faculdade suburbana e deixando ela sozinha e o bilhete que receberá hoje: "Bill vai terminar o namoro com você."
- Você sabe que eu não vou te perdoar, certo?
- Você irá. - Disse ele com um sorriso que começava a irrita-la
- Não, eu não vou. E embora não agora, em algum momento eu virei a te odiar.
- Não, você sempre me amará. Assim como eu amarei você.
Por que é que essa frase não fazia nenhum sentido? Espere! 
Por que ele estava se ajoellhando? E aquilo... Um anél?
- Amanda, quer casar comigo?
"O que é isso?" ela resmungou para si mesma. Tanto pela pergunta que ele havia feito quanto
pelos cadernos abertos. Sim, cadernos. "Diga sim!" escrito em todas as direções em que ela podia olhar. Havia um som de felicidade. E uma música tocou:
"Eu não sou mais importante e nem você. Mas nós importamos, nós importamos..." - dizia a letra. Aquela era a música deles. Os olhos dela pararam naquela amiga, a qual Amanda havia comentado sobre viver com Bill o resto dos dias. "Diga sim! Sem pensar duas vezes!" estava escrito na folha que segurava. A compreensão  invadiu Amanda junto a um sorriso.
E a felicidade explodiu em comemoração tão logo ela disse:
- Sim!

Como diz o ditado milhões de vezes usado e repaginado:
 "as aparências enganam."
Fiz com o que penso ser, os vestígios da inspiração de meu post retrasado. No projeto era pra ser um fim, sem nenhuma pretensão de começo depois. Mas quando coloquei no papel(no pc), lembrei que "nem tudo é aflição." É a sede romântica e a carência, pegando pesado esses dias. Quero alguém pra amar...
mas quem é a alguém eu não conto, não conto, não conto.


Trilha sonora na faixa, pra vocês:

Espero que gostem. Até a próxima.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

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Lado Musical


Música. 
Se há uma arte que mexe comigo tanto ou até mais do que a literária é a musical.
Ela tem poder para me deixar feliz, deixar triste, inspirado, sobrenatural...
Para me deixar em muitos estados de espírito, diga-se.
Amo música. Do MPB ao Rock. De suaves sopranos à estrondosas contraltos.
Diria que sou eclético, pois tocam músicas dos estilos mais variados no meu media player. Bem, não há funk, samba e nem pagode. São ritmos que geralmente não descem por minha garganta, ou melhor, não agradam aos meus ouvidos. Mas mesmo esses ritmos têm seus momentos de glória comigo. Por exemplo, eu tenho uma música de funk sobre uma mulher que decidiu virar mulher da vida(pra não dizer pu##), que coloco pra tocar só para irritar a minha cunhada.
Mas enfim, essas não são as músicas que coloco para eu ouvir, nem as letras que eu gosto de digerir. Se fosse para fazer um levantamento, acho que meu estilo pende mais para um gótico suave. xD - Parece mexer com minha alma, esse estilo calmo, quero dizer.

Talvez tenha a ver com onde eu comecei a apreciar a música. Uma igreja.
Muitas vezes uma música cantada tinha um efeito maior do que toda uma pregação, sobre mim. E quando vi, eu já estava "lá na frente dos irmãos" cantando (e louvando a Deus -xD). No começo eu não tinha muita confiança em mim, ficava super tenso e ansioso. Tanto que na primeira vez que fui cantar na igreja(e ainda bem que tinha pouca gente), eu disse no microfone:
- Desculpem. - E não cantei. Fiquei tão nervoso que veio um branco mais forte 
do qualquer um que eu tivesse visto. A música começou a tocar e o ritmo em que 
ela era cantada fugiu de minha cabeça. hahahahaha -.-
 Mas com o tempo(semanas) a coragem foi voltando, porque eu já tinha minha paixão pela música nessa época, e cantar era uma das minha maiores vontades. Então eu fui lá, com àquela mesma melodia que eu não conseguira cantar antes, peguei o microfone e uns dois ou três minutos depois havia acabado.
Eu sentei trêmulo no banco. CARA, aquilo foi demais. 
Elogios vieram, eventualmente. Assim como convites recorrentes para cantar, 
até mesmo em eventos (gospel). Mas os elogios não foram o mais legal, 
nem as comparações com cantores "famosos" do meio gospel adventista.
Certamente a ansiosidade e as borboletas dançando tango 
na minha barriga também não foram o mais legal. 
Mas o coração acelarado e a adrenalina, endorfina ou qualquer outra substância 
com que meu cérebro tenha me brindado. - Ah, aquilo foi magnífico.
Daquele dia em diante, minha paixão se tornou amor. 
Daquele dia em diante, cantei mais diversas vezes. 
E não daquele dia, mas num momento entre ele e hoje, 
eu decidi que eu queria isso: cantar e viver da música.
Sei que tenho talento e potencial. Às vezes temo não ter o suficiente, 
mas esse... É o meu sonho. (juntamente com o de escrever e publicar minhas histórias.)

[marketing: on]
Então, quando eventualmente eu lançar meu CD... Comprem! kkkkkkkk
[marketing: off]

Até, pessoal! 
Vou ver se uma hora posto alguma música que eu fiz, aqui.

Obs: e em algum momento entre aquele dia e hoje, eu me peguei não acreditando mais em Deus.
Ao menos, não da mesma maneira que eu acreditava: Uma visão fechada e restrita.
Digamos que... Bem: eu acredito que existe uma força superior benigna! (e uma maligna)

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

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Querer é poder?

- Eu só queria conversar. - Disse o garoto, puxando o braço dela e fazendo-a se virar. Lágrimas escorriam pelo rosto dela, sofrimento tingia sua face e raiva brotava em sua voz.
- Que bom que você queria. - A garota disse dando ênfase ao tempo verbal da frase. Depois reparou na mão dele segurando-a e puxou o seu braço com nojo do toque dele. Lágrimas se seguravam nos olhos do garoto e ela atirou neles um olhar amargurado quando disse:
- Eu só queria ser feliz com alguém que eu amo... - Ela virou o rosto por um momento, para enconder a dor, mas quando voltou a encará-lo sua expressão estava se aquietando serena.
- E que  me ame também. - Continuou.
- Eu te amo. - O garoto disse baixo demais.
- A questão é... - Disse ignorando-o. Ela havia parado de chorar.
- Nem sempre conseguimos tudo o que queremos.
Ela se afastou dando curtos passos para trás.
- Você me perdeu. Pra sempre.
E então virou-se e saiu depressa.
"Pra sempre? Isso deve ser muito tempo..."
As lágrimas penduradas nos olhos do garoto, inevitavelmente caíram.

Isso é uma histórinha fictícia que eu inventei hoje.
Hum... E acho que a Júlia do blog oh-mygod me inspirou.
Quero dizer, com as estórias que ela escreve e que andei lendo recentemente.
(Aliás, se você ler isso, Júlia; meus votos de feliz aniversário e tudo mais pra vc)



Não sou muito experiente com histórias curtas. Nem centralizadas em relacionamentos. Mas é isso aí, espero que tenha ficado no mínimo verossímil.

Um belo sonho está noite, para vocês todos.
Byetcha. o/

Obs: Eu também queria... Ser feliz num romance de sentimentos mútuos, digo.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

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New World part. 3

 Para ler a segunda parte, clique aqui.
 Parte 3: 
Apresentações.
"Os homens são movidos e perturbados não pelas coisas, mas pelas opiniões que eles têm delas."   
- (Epiteto)


 E eu acertei. Sobre eu ter ficado inconsciente por um tempo, quero dizer. Antes de fechar meus olhos estavam todos caídos, ainda se recuperando, e agora havia uma aglomeração na parte traseira do ônibus: os passageiros escalavam as poltronas para alcançar uma janela aberta e saírem. Não que tivessem muito êxito. Comecei a tossir e então vi que havia fumaça vindo da cabine do motorista e invadindo o ônibus. Fogo e explosão foram algumas palavras que se espalharam rapidamente e as pessoas começaram a se apressar. Pessoas, será que não ouviram sobre a pressa e a perfeição serem inimigas declaradas uma da outra? Porque o empurra-empurra só fez com que ainda menos pessoas conseguissem sair. A fumaça além de dificultar minha visão, nublou ainda mais a minha mente. De repente tudo ficou escuro. Não. Não tudo. Havia uma luz. Eu estava indo na direção dela. Ou melhor, como percebi depois: eu estava sendo levada na direção dela. Estava suspensa em cima de alguma coisa. A luz tomou forma e virou uma janela, e a coisa que me carregava ganhou corpo. Alguém me jogara sobre as costas e escalara em segundos aqueles bancos. Haviam pessoas e medo em suas expressões, enquanto esperavam ansiosas ele passar comigo pela janela. E eu sei que era ele porque mesmo confusa, eu reconheceria que aquele físico musculoso no qual meu corpo estava pendurado não tinha nada de feminino. O verde e toda aquela luz repentina me deixou mais tonta (se é que tinha como) e embranqueceu minha visão. Fui colocada delicadamente no chão e vi que estavam falando comigo. Depois ouvi que tinha alguém na minha frente. Ou o contrário. Mas de algo eu tinha certeza, eu senti uma presença maligna ali. E não era de alguém vivo. Nada de ouvir ou ver confusamente, senti ela, e um milésimo de segundo depois capotei com um "BOOOM" ao meu lado. E não me julgue fraca. Se você estivesse no meu lugar também apagaria. Braço e pulso fraturado, concussão na cabeça, costela trincada, (essa eu juro que nem havia reparado) toneladas de fumaça que eu inalei e uma explosão de criar crateras bem do meu lado. E olha, eu não estou exagerando. Bem, talvez sobre a quantidade de carbono que traguei, mas o resto foi minha mãe que me disse, enquanto eu estava no hospital. Acho que eu estou até bem, sabe. Quero dizer, com meu braço direito engessado, os quatro pontos que recebi (três na cabeça), o corpo dolorido pra diabo... Não estou ótima; mas se formos comparar: dos trinta passageiros, eu faço parte da minoria que sobreviveu, e dos sobreviventes, faço parte da minoria que não foi para a UTI. Então, hum... Isso é motivo de agradecer, certo? Talvez, se eu fosse uma garota normal. Mas sabe o que eu pensei quando vi aquela luz? Que era a última coisa que eu veria antes de ir para o outro lado. E sabe o que eu pensei sobre isso? "Eba!" e devo dizer que fiquei muito decepcionada quando acordei numa maca de um hospital da cidade de São Paulo (Isso aí, consegui chegar à cidade grande! ¬¬) com minha mãe segurando minha mão e me olhando como se eu fosse um bebê babão. E eu juro que eu não estava babando. Eu estava bem sã agora, sabe.
- Julia, você acordou? Oh, querida... Como você está? - Minha mãe disse ansiosa.
Eu realmente pensei em falar sarcásticamente que eu estar de olhos abertos fitando-a era um bom indicativo de que eu havia acordado, mas não pude. Não com os olhos de minha mãe lacrimejando de amor e compaixão.
- Oi, mãe. - Eu falei sorrindo (sorrir doeu) e deixando as palavra "Por favor, né?!" implicitas no meu tom, porque eu não queria ver minha mãe chorando e começar um melodrama aqui. Depois lembrei da outra pergunta, sobre como eu estava e disse:
- Acho que você deve estar mais bem informada de como eu estou do que eu.
- É. - Ela disse com um sorriso de compreensão.
- Você não sabe como eu estava com saudades. - Ela disse apertando minha mão. 
Houve um tempo de silêncio. - Eu também. - Admiti para ela. Eu sou bem durona, tanto na queda (ou em explosões) quanto para demonstrar meus sentimentos, mas vendo a expressão preocupada e feliz de minha mãe, eu entendi o quanto eu sentia falta dela. - Como estão indo as coisas? - Eu disse já imaginando a resposta, provavelmente ela falaria do meu irmão Douglas e de Mary, primeira filha da minha mãe que supostamente seria minha irmã, mas pela qual eu não tinha nenhum sentimento fraternal. E garanto que ela também não tinha por mim. Não sei se ela tinha ciúmes de mim ou o que, mas tenho memórias bem nítidas de como ela me judiava e manipulava quando eu era criança e como me humilhava e me ameaçava quando eu era uma pré-adolescente. Então eu fiz treze anos, e alguns meses depois meus pais se separaram. Aí eu escapei de Mary e da cidade grande implorando para ficar com meu pai. Meus pais conversaram seriamente e decidiram que eu poderia ficar com ele, que minha mãe levaria Mary e meu irmão com ela para a cidade de São Paulo, de onde recebera uma oferta de emprego excelente. Lembro de minha mãe falando que a hora que eu quisesse era só ligar que ela mandava o dinheiro e eu poderia vir morar com ela ou visitá-la. O que demorou três anos e meio pra acontecer. E não foi porque eu quis. Morar com ela, eu quero dizer, pois eu a visitei umas cinco vezes nesse meio tempo...
- Está tudo bem. A sua irmã... - Aí minha mãe travou, me fitando. - Filhinha, você acabou de acordar. Acho melhor você descansar mais um pouco.
 Demorei um pouco pra entender do que minha mãe estava falando, porque ela  demorou bastante pra responder minha pergunta e eu mergulhei  em todos aqueles pensamentos. Mas se minha mãe ia começar a falar de Mary, eu não ia bater o pé para saber. Tinha assuntos mais importantes a tratar, uma vez que antes de eu ser puxada do Mundo Interior pelo acidente como ônibus, Elisa falou alguma coisa sobre um recado que tinha que dar.
- Ok. - Eu disse, fechando os olhos pra me concentrar. - Até mais, mamãe
Recitei mentalmente algumas palavras-atalho, senti meu corpo estremecer e então abri os olhos. Mas eu não estava onde devia estar. Não, seria mais certo dizer que onde eu estava, não estava mais como deveria estar.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

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Aang x Alice


O gongo soa.
Aang pula virando um mortal e desviando do tiro de Alice, um pouco antes de seu pés tocarem o chão, ele faz uma dobra de vento, da qual Alice escapa rolando para o lado. Mal ela se recupera, outra rajada de vento vem em sua direção. Vendo que não há como escapar, Alice coloca os braços a frente do rosto, para diminuir o impacto.
Aang começa uma dobra para usar uma grande lufada de vento e acabar de uma vez com essa luta, então ele ouve o "clic" de uma arma sendo engatilhada atrás da cabeça dele.
- Você perdeu Aang! - Diz a Alice verdadeira.
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.-. Hã?! WTH?! O_O

Essa seria uma luta bem bizarra, Aang com suas dobras e ainda a possibilidade de apelar ao modo avatar e Alice com suas legiões de clones, T-vírus e etc. Mas a suposta luta é só uma desculpa para falar dos filmes "O Último Mestre do Ar" e "Resident Evil 4".  xD



Comecemos pela adaptação feita pelo renomado diretor M. Night Shyamalan (renomado pois o homem já foi considerado o mestre do terror cinematográfico).Então, a adaptção que ele fez do desenho animado "Avatar - The Last Airbender". E
Avatar, tanto o filme quanto o desenho, conta a aventura de Aang buscando aprender a controlar os quatro elementos (aprendizado de avatares) para impedir que a nação do fogo domine o mundo com sua tirania (missão de avatares; deixar o mundo em harmonia, quero dizer)
O desenho é dividido em "Livro da Água", "Livro da Terra" e "Livro do Fogo" e o filme abrange toda a história que acontece no livro da água. Desde o despertar de Aang a invasão à tribo da água do norte. O problema, ao meu ver foi o modo como horas e mais horas de desenho foram resumidas à um filme de não muito mais que uma hora e meia. Faltou coisas, cenas, emoções... Digamos que faltou vida aos personagens.
Já em questões técnicas: camêras, caracterização, efeitos especiais, - o filme é de primeira linha.  Os efeitos especiais complementam ainda mais a caracterização, deixando quase natural o mundo trasportado da animação. Enfim, se você gosta do desenho, assistirá, poderá gostar, mais com certeza vai ter vários pontos pra criticar. Se você não conhece o desenho, tem mais chances de gostar do filme, - que pela deixa, e pelo histórico, terá continuação. Eu diria que o filme vale a locação, pricipalmente se você gosta de imaginário e aventuras fantásticas.


Fuzilando zumbis, agora... Ah, acho que eu já disse que "I ♥ ZUMBIS", né? hahaha. Uma zumbizinha loira seria meu estilo ideal de mulher. *-* Brincadeira, loira não é meu estilo ideal de mulher... Nem zumbi. E acho que eu não tenho um estilo de mulher idealizado.*Ca-ham*. Tá, vamos ao filme... Resident Evil 4: Recomeço (Ê tradução tosca para After Life) - Faltou a Jill!! Mas teve os irmãos Claire e Chris Brow Redfield. E teve o Wesker... E... Hm. *Concentração*
Eu já me conformei que os filmes de Resident Evil são uma fanfic, um filler e não uma adaptação (fiel) dos games. E é por isso que o Resident Evil 4 me surpreendeu... Porque ele é uma adaptação bem fiel (Hum, fiel até certo ponto, já que na storyline dos games Alice não existe nem nunca existiu e nos filmes ela é a personagem principal!) - do jogo Resident Evil 5, sendo que o filme tem até cenas idênticas às vistas no quinto game. Eu não estava muito animado com os filmes, apenas os achava bons filmes de ação + ficção.
Agora a esperança voltou. xD - Porque o filme além de preencher os requisitos para um bom filme de ação (com explosões, tiros, lutas e slowmotions na medida certa) também tem um enredo muito bom, que conseguiu adentrar Alice a história dos games sem deixa-la com aquele ar de intrusa que os fãs veêm, com cenas e falas bacanas. Vale a pena. E quem deixou rolar os créditos após o filme (fora a deixa do final, né..), sabe que tem tudo para sair um "Resident Evil 5: Depois do Recomeço". 
*Palpite: O Leon Kennedy aparecerá se houver uma continuação* ("-")
Talvez seja meu devotismo nostalgico ou talvez seja porque realmente é superior, mas esse round fica para Alice mesmo, talvez na próxima Aang. (y)
Bye pessoal, e fica aí a recomendação, que os dois filmes são bons.
/o/

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