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domingo, 30 de outubro de 2011

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A Sua Muralha – parte 1

“Que a vida me leve pra qualquer lugar, 
apenas me leve pra longe daqui, onde eu não preciso fingir 
nem mentir pra mim mesmo, onde eu possa ser o que sou.” 
|Ser o Que Sou ~ Matheus Herriez


Algum temor, alguma vergonha, algum dolo. Tijolo a tijolo.
E quando você percebe está quase sumindo dentro de uma muralha que construiu em torno de si. Quem poderá lhe condenar? Com sua elevada altura elas fazem-nos sentir fortes e protegidos. Sentimentalmente quase invulneráveis.

O melhor é que quando as construímos podemos fazer na forma que queremos e pintar das cores que desejarmos. Embora nos torne pessoas mais frias, se as pintarmos de cores vivas e quentes, parecerá o oposto.  

Mas o problema com elas é que fazem com que a gente desapareça...
Tijolo a Tijolo de quem não somos, de quem querem que sejamos e quando percebemos, estamos cercados e presos dentro dela e o que as pessoas estão vendo lá fora já não tem mais nada haver conosco.

Está certo, é da realidade e da essência humana a adaptação, mas muralhas não chegam nem a ser isso. Nós criamos a casca, mas no interior é tudo muito distinto.

No interior estamos nós: frios, solitários e doentes.
Existe aqueles que dizem que se você não consegue ficar sozinho consigo
mesmo, é porque não se gosta e não é boa companhia nem para si próprio,
mas se trancar em seu mundo interno e criar personagens para lidar com os outros, isso sim, é muito mais uma forma de não se amar.

Que possamos deixar nossas muralhas para trás e enfim, ser quem somos. 
Sem máscaras, disfarces e encenações.

Bom inicio de semana, pessoas ocupadas! Um abraço.


obs: ouçam Matheus Herriez clicando aqui. O cara manja.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

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O tal do amor.


 Quero amor, quero amar.

 Do sentimento que mais forte beber eu possa, nele me embriagar.

 Sentir o extremo e pendendo ou não, nele ficar. Mas sê decisivo, sê imune às dúvidas; pois eu tanto queria experimentar disso. Conhecer a determinação dos que dizem “vai dar tudo certo” na certeza de que realmente vai dar.


 Porque “se for pra pensar negativo, é melhor não pensar...” – Mas aí eu penso realístico, e sonhador que sou me faz só envenenar; desencantar e parar de sonhar são sobrecarga. Mas cansei dos venenos, agora quero só os licores e os bons vinhos.

 Ficar bobo, com os pensamentos perdidos como num labirinto. Sorrir de labirintite. Torto e caindo, mas de paixão, de amor. E que seja calmo e suave: sabe a vontade de um abraço, de uma mão envolvendo a sua, de lábios carinhosos?

 Para um bêbado do amor, desejoso estou de um porto-seguro, dos hospitaleiros que com braços estendidos lhe acolhe, isso quero, por mais contraditório que parecer possa.

 Pois amor é delírio, é suspiro, às vezes é razão; e pode se manifestar da mais incógnita forma, mas principalmente, amor é companheirismo, em neblina, calmaria ou chuvarada.


 E se minha vida tiver que mudar, que assim seja. Estou pronto. 
Vou me entregar! PRONTO  para amar!

“Mas o que eu penso mesmo é encontrar alguém 
que me dê carinho e beijo, me trate como um neném, 
me trate muito bem! Ah, eu só quero amor!” |Chá Verde ~ Tiê


E pra vocês, que é ou como se manifesta o tal do amor?

ps: e acho que eu encontrei esse alguém...  a quem posso dizer: aishiteru. <3 (Não, não achei)

sábado, 22 de outubro de 2011

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O dobro (ou nada).


Port Coton - Zaz

''Me provoque, me desafie,
me tire do sério, Me tire do tédio,
vire meu mundo do avesso, mas pelo amor de DEUS,
me faça sentir... um beliscãozinho que for, me dê.
Eu quero rir até a barriga doer, chorar com cara de sapo. 

Você aguentaria viver na montanha russa do meu coração?'' 
Clarice Lispector

 O mediano não me satisfaz, eu gosto de intensidade, de profundidade ou elevação. Gosto de maximizar cada janelinha de experimentação e vivência. Ou as minimizo de vez.

 Sempre gostei disso, valorizo. Mas atualmente... as coisas estão desandando, tudo desordenadamente embaralhado dentro desse João. Eu a ponto de vomitar meu coração. Mornidão, mornidão...

 Gosto e valorizo os extremos, mas há tanto entre o 8 e o 80. E assim sendo acabo me mantendo sempre em interlúdio. Meias-aventuras, meias-entregas, metades
Preciso de sentimentos fortes, paixão que me queime, ira em que eu exploda, amor petrificante, felicidade tempestuosa... DECISÃO.

 Quero alguém que corra pra mim, não que ande pra trás, fique parado 
ou venha caminhando. Alguém que corra, tanto quanto eu.


 O dobro, por favor. Ou então me dê o nada, 
mas não quero e nem darei metades.

Bom fim de semana pra vocês.

obs¹:  tempo livre agora é mato, adivinha só quem quebrou o tornozelo antes de anteontem? 
Obs²: EUUU! ;_;

terça-feira, 18 de outubro de 2011

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Desabafo Molhado


Chega a ser engraçado, sinto-me tão triste que dá vontade de rir. Porque se não eu vou realmente chorar... mais.

O prazer parece assolar certas pessoas em se tratando de machucar aos outros.
Há pessoas que se divertem em brincar* com a gente, mas de um modo tão mau.
Não importa se você é bom, não importa se você lhes respeita, tenta lhes contagiar com seu sorriso. Talvez seja aí que resolvam pisar mais em você.
Sua bondade e alegria se torna inspiração nos outros, para te derrubar.

*Brincar = Humilhar, zuar, xingar, fazer-lhe de trouxa.

E hoje o dia foi assim pra mim. Um dia que eu havia determinado que seria lindo.
Que fiz de tudo para o manter sendo. Tentei fazer como Luna, de Harry Potter: ser alheio e ficar no meu mundo utópico, relembrar as alegrias de dias anteriores; relembrar o sorriso tão belo que alguém recentemente me deu, o beijo.


E quase - aquele quase que por pouquíssimo não deixa de existir - mas quase consegui.
Ignorei as brincadeiras de mau gosto, “ri” com as primeiras na verdade, brinquei junto.
Mas a cada sorriso meu, parecia haver mais vontade alheia de me ver mal, de me tirar a paz na qual eu estava mergulhado. As piadinhas foram ficando mais e mais idiotas, mais más. As brincadeiras mais pejorativas; nesse ponto eu já havia demonstrado não estar gostando, mas não, eles não pararam. Eles me tiraram o sorriso e me colocaram lágrimas penduradas nos olhos. Que eu não dei a satisfação de derrubar na frente deles. Só aqui, em casa, com Açucar ou Adoçante (Cícero) tocando.

Cadê a coerência das pessoas no modo de tratar aqueles que a elas tratam bem?

É, ironicamente eu estava em busca de sentimentos intensos. Cansei de ser durão como pedra, quase frio. Eles conseguiram despertar em mim algo bem ardente... ódio! Repugnância! Desisto de ser amigável, eles não merecem. Esses colegas de trabalho ganharam o direito a uma palavra que não estou acostumado a usar: desprezo. E quando eu tiver uma boa oportunidade: revanche.

Esqueçam o que Jesus disse; se você ficar dando a outra face sempre que for estapeado, só vai se foder... Conselho de um amigo que acabou de perceber isso. ;)

Beijo ou abraço as you wish. Boa noite!(?)

ps.: desabafar parece ter esvaído de mim a tristeza e a ira que imperavam. Sinto-me leve ~ah.

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