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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

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Tem um abaçaí dentro de mim!

 

Há em mim um gênio meio indomável.
É um eu incontrolável, com quem não posso argumentar.
Inconstante, esquecido, de uma loucura imprevisível;
me diz que a vida é agora ou pra que eu me esconda temeroso do lá fora.

E assim eu vou seguindo.

Às vezes coloco a razão de lado, jogo os planos pro alto,
engato a marcha da impulsividade e piso fundo no acelerador.
Digo à mim mesmo que sou jovem e que há tempo.
Ou digo que não há.
Só dou ouvidos ao que eu quero escutar.

Quase uma sabotagem, feita por mim contra eu mesmo.
Procrastino meu futuro e vou envelhecendo.
Aí quando percebo já avancei demais no tempo.

Tento, tento, tento, mas não consigo mudar.
Quem pode para o vai e vem do mar?

sábado, 18 de janeiro de 2014

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"Só um tempo"

- É só que eu preciso de um tempo pra organizar o meu caos.
- Para mim, tempo significa laços quando passamos juntos e fora disso, fim.
- Me dê uma semana! Uma semana só já basta.
- Sim, gato! Te dou uma semana. Dou duas, três. Te dou um mês! Aliás, te dou o resto da sua vida, pra você fazer o que quiser, menos continuar à fazer parte da minha. Aproveite!


terça-feira, 7 de janeiro de 2014

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Chega de farra!

Que azar! Estou cada vez naufragando mais numa embarcação que eu nem deveria estar.
Se acrescentasse à minha vida seria até ok, mas além de não render em nada também não me faz bem.
Sempre fui inconsequente, mas nesse navio eu entrei por acidente.
Me seduzi com o cenário e as belas ondas do mar, mas quando vem as tempestades é a hora de repensar: onde eu quero chegar? Poderia esse navio me levar lá?
Eu sei o que quero, onde quero, como quero.
Mas cadê determinação pra ir buscar?
Ao invés de desenvolver meu potencial
eu vou pra noite ficar de flerte com o fatal.
Esse é o resultado: band-aid no nariz, machucados, um celular perdido, um mês de salário roubado
e um blackout na memória de quase três horas.

É uma embarcação sem destino que não leva à nenhum lugar.
Essa vida de farra uma hora mostra a garra e quando rasga é de danar.

Preciso abandonar a farra OU aprender a farrear.




domingo, 5 de janeiro de 2014

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Encanto de Ano Novo


Me distraía envelhecendo com o mundo e então apareceu o garoto.
Cada frase que ele dizia o tornava mais interessante e eu acabei caindo num encanto.
Fui devagar, me aproximei, senti o calor que ele exalava. Ele gostava.

Mas eu não sou mais eu. Não como era e devia ser.
Ao invés de atacar fiquei de frescurinha, coisa boba
que comecei a ter de uns tempos pra cá: complicar
e me enrolar com a ideia de que não era eu quem estava mais sedento.
Mas por que não poderia ser?

Fui pra casa dele junto com mais dois.
Ele mostrou a casa, colocou um som, falou das viagens
e conforme minha vontade de ficar com ele crescia, menos eu demonstrava.
Oh, como sou tolo! Sou mais orgulhoso do que pensava.
Se eu quero, que mal me faria insistir um pouco?
Eu poderia pedir um beijo de presente, anotar meu número,
quem sabe até deixar um bilhete...

Qual a culpa dele de não ser como os demais?
E aliás, não era isso o que me chamou a atenção pra começo de história?
Bastou não me dar um gosto pra eu me desesperar.
Eu quis na hora e aí quando não tive não quis saber esperar.

Saí com o orgulho até intacto, mas grande merda!
Frustrei meus desejos e perdi mais uma dessas belas chances que a vida nos dá. 
Nota mental pra aplicar em dois mil e quatorze: mergulhar!

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