My Instagram

sábado, 18 de junho de 2011

thumbnail

Desejar



- Se vocês pudessem fazer três pedidos, o que vocês iam pedir?Uma garota disse animada, quebrando o silêncio de meio minuto que estava entre os três jovens, sentados no pátio do colégio no intervalo entre as aulas.
- Tipo, para um gênio da lâmpada? – Perguntou o garoto. Ela só mexeu a cabeça em um sim.
- Eu iria pedir amor, felicidade...A outra garota disse enquanto usava um óculos escuro como espelho para poder passar lápis em volta de seus olhos.
- E o último seria?A primeira garota perguntou instigando.
- Acho que eu só preciso desses dois, Jéssica.
- Não acredito que você desperdiçaria um pedido. – Disse ele.
- E você pediria o que então, Don Juan?
- É. Eu pediria quase o mesmo que você... Ia querer dinheiro, uma garota chamada Silvia, até porque assim eu já teria o amor também, e ia querer ser feliz ao lado dela.
 A garota com o lápis de olho abaixou os olhos. O clima ficou um pouco tenso.
- Conheço uma xará minha que definitivamente faria seu tipo, já que você quer uma Silvia.
- Não é qualquer Silvia, quero uma em específico, você sabe disso.
A garota colocou os óculos escuros e inclinou a cabeça para a amiga.
- E você, Jéssica?
- Eu o quê?! Ah! Eu já tinha pensado em tudo, mas até me deu um branco agora.“Don Juan” se levantou e saiu bruscamente enquanto Jéssica dizia empolgada:
- Receber uma carta para hogwarts, me casar com um vampiro e ser uma atriz famo... Espere aí, você está chorando?
Silvia tirou os óculos e passou os dedos nos olhos.
- Não, é a maquiagem! Irritou meus olhos...– Disse Silvia começando a chorar mais. A amiga a abraçou.
- Você gosta dele, não é? - Silvia se separou do abraço da amiga e abaixou a cabeça.
- Ele seria o meu terceiro pedido.
- Mas você não disse que só precisava de amor e felicidade?
- E eu só preciso disso mesmo, mas precisar de algo não é o mesmo que querer algo, é?
 ______________________________________________________________________
Pense num diálogo que demorou (horas) pra sair. Eu até já tinha outro texto pronto pra postar de “Never is Late”, mas resolvi criar um que apresentasse melhor os personagens da história.
Só sei que muito da trilha sonora por trás dos meus dedos batendo aos teclados foi “Happiness – Masquer”, mas a música que tem tudo a ver com o texto é por conta de uma alemãzinha daora:

WHAT’S WRONG WITH ME -LaFee
What's wrong with me. 
The way I feel.
This must be some strange disease.
That turns my insides upside down, hey what's wrong with me?

E aí, gostaram? Aliás:
- Se vocês pudessem fazer três pedidos, o que vocês iam pedir?

Uma ótima semana pra vocês, gente linda. Grande abraço!

sábado, 4 de junho de 2011

thumbnail

A Maca.


Raidam's adventure...
No episódio anterior: Eu estava na rua, no meio da madrugada, 
quando três caras apareceram e tentaram me assaltar. 
Eu "lutei" e consegui sair correndo, um deles vindo atrás de mim.
Logo um táxi apareceu com os dois que haviam ficado para trás. 
Eles recolheram o amigo para continuarem me perseguindo, 
mas consegui me esconder a tempo. 
Porém, percebi que estava sangrando... muito.

Episódio 1x02: A Maca.

    Eles haviam me furado nas costas com alguma faca ou canivete...
embora eu só vim a ter conciência de que era mesmo algo assim bem depois. Me levantei e saí do terreno no qual estava escondido. Na frente estava a casa da minha irmã. Fui até o portão e apertei a campanhia três vezes, em algum momento disso um táxi passou vagaroso na esquina. Reconheci como sendo eles, que ainda estavam me procurando, mas por sorte eu estava praticamente deitando sobre o portão e não me viram.
    Meu cunhado abriu a porta e arregalou os olhos vendo o meu estado enquanto eu falava apressado (e sorrindo abobadamente) que tinham tentado me roubar, que ainda estavam atrás de mim e que eu achava que eles tinham me esfaqueado ou algo parecido.
    Rapidamente ele abriu o cadeado do portão e eu atravessei pela porta e entrei na casa. Ele chamou minha irmã, que assim como ele antes, estava dormindo. Mesmo surpreendida ela foi bem coerente. Pediu que eu tirasse a camisa, o que eu fiz, e viu os dois furos de onde escorriam sangue; um mais no centro das costas e outro numa região próxima ao ombro direito. Ela me arranjou uma camisa velha e uma toalha e falou para o meu cunhado levar-me ao hospital.
    Alguns minutos depois eu já estava no carro dele, sendo levado até o hospital da cidade. Tão rapido entramos no hospital, saímos: eles não tinham como saber a profundida da ferida por falta dos equipamentos e eu devia me dirigir a um hospital de outra cidade, bem mais longe.
    Embora houvessem esses dois ferimentos nas minhas costas, não sentia e nem senti nenhuma dor deles. Mas eu não poderia dizer o mesmo de algum órgão dentro do meu corpo. No lado direito do meu peito era como se tivesse algo apertando. Minha respiração estava uma porcaria, embora bem mais estável do que quando eu estava fugindo, mas a minha pressão estava lá embaixo, como me falaram depois, assim como meu índice de conciência.
    Chegamos no hospital. Peguei uma senha e já fui chamado em seguida.
   - Deite aqui. - A enfermeira-chefe disse indicando-me uma maca. Eu deitei.
Ela perguntou o que havia me acontecido e fui lhe contando. Logo atravessei o pronto-socorro direto para a emergência e após umas quatro tentativas, finalmente conseguiram pegar uma veia minha e entupiram-me de remédios através do soro.
    Algum tempo depois eu estava indo para o Raio-X. Outro tempo e eu havia voltado.
    Mais uns minutos e eles haviam analisado a imagem.
    "Parece que foi mais o susto.","Está tudo certinho com você.", "Logo você vai receber alta." disse a enfermeira em momentos diferentes. Havia, desde o principio, um jovem, que só depois eu fui saber que era médico e outra enfermeira acompanhando ela.
    Uma coisa interessante que eu descobri é que meu pulmão já estava visivelmente escurecido pelo convívio com cigarros e fumantes.
    À essa hora, com toda a 'remedaiada' que circulava em meu sangue, eu estava bem mais tranquilo, a dor no peito havia sumido e a respiração calminha. Fiquei um tempo lá na emergência às luzes apagadas.
   Então os três voltaram, dessa vez o jovem liderando. Eles haviam reparado num pequeno corte em meu pulmão. Pequeno, mas suficientemente grande para me causar um grande dano.
Suficientemente grande para que minha respiração calma desse lugar à apnéia e minha morte.

Continua no próximo episódio: "Encerramento"

Ps.: Como eu já disse antes, é tudo experiência própria, totalmente verídica.
Desculpem a demora com a postagem, coloquei até um "nos episódios anteriores" pra refrescar vossas memórias. kkkkk
Aproveitar para agradecer os comentários ^^'
obrigado pelos elogios e podem deixar que tô bem mais ajuizado. rs

About

Pesquisar este blog

Tecnologia do Blogger.

Blogger templates