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segunda-feira, 30 de maio de 2011

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Admitir.

- Eu sei que você quer me beijar.
- Você quer me beijar. Não confunda o que eu quero com o que você quer.
- E o que você quer?
- Ah, eu queria um ornitorrinco de pelúcia... E... Bem, um namorado.
- Então! Me dá uma chance. Só uma!
- Olha, dessa vez eu vou dispensar.
- Por que você nunca me dá uma resposta definitiva? Sim ou não, é fácil. Sempre essas respostas cheias de possibilidades e brechas para que eu tenha esperança. "Dessa vez", como se numa próxima você pudesse aceitar.
- É que eu não gosto de definitismo. O mundo muda, sabe.
- Então eu tenho chances?
- Pode ter.
- Pode: verbo poder conjugado no presente. Então há possibilidade de eu ter chances, nesse momento?
- Existem possibilidades para tudo e em todos os momentos, por mais baixas que sejam elas.
- E o que eu poderia fazer para elevar essas possibilidades?
- Quer que eu amarre seus cadarços também?
- Você é má.
- Eu sei. E vo-cê é um baita de um Don Juan. 
- Dios mio, por que você insiste nessa coisa de Don Juan?
- Porque você consegue todas as garotas que quer...
- Não é verdade! Eu não consigo você.
- E acho que é justamente por isso que você me quer.
- E seria por isso que você continua me negando?
- Hum... Talvez.

"Daria um pedaço do meu medo
Pra saber se você tem coragem
A distância entrelaça os nossos dedos
Pra encurtar a viagem"

Megh Stock - Sofá Emprestado


Ps.: essa é mais uma história que postarei recorrentemente no blog.
Teor romântico, então peguem leve que essa não é exatamente minha
área principal (cujo o é: ficção/aventura).
Continuação tá pronta já e posto em breve 
e o título temporário é "Never is late", como no marcador.

terça-feira, 24 de maio de 2011

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Aparências

Eles simplesmente se esbarraram em uma praça da cidade
depois de muito tempo sem se verem ou comunicarem-se.
 - Quanto tempo! - Disse ele, não sabendo esconder a animação. Na verdade ele nem se preocupava com isso. Ela por sua vez, sorria com um pouco de alegria, mas nada demasiado como ele. Talvez porque o encontro não fosse tão significativo para ela quanto era para ele, Jhonatan pensou..
- Bastante, não? - Disse ela, retóricamente, enquanto se abraçavam. Logo que ele a soltou, ela falou:
- Como você mudou.
Ele sorriu.
- Você também.
Então o silêncio os pegou. Ela não se sentia à vontade em puxar assunto e sabia que ele faria isso, então esperou. Havia certa ansiosidade no olhar dele.
- Bem, eu vou indo.
- Quê?
- Vou indo. Tenho que... Ir.
Lana percebeu que ele não ia dizer "ir", improvisou a palavra de última hora. A curiosidade mexeu com ela.
- Eu também já estou indo. - Ela disse já iniciando seu plano infálivel. Ele deduziu fácilmente que havia um "vamos juntos", implícito na frase dela e a olhou com desconfiança:
- Mas você não estava indo pra lá? - Disse ele apontando para trás com o dedão.
- Eu só ia comprar uma pipoca... - Mas isso era uma meia-verdade, porque ela ia comprar uma pipoca, mas de qualquer modo, era para àquele lado que ficava a Biblioteca Municipal para onde ela planejava ir.
- E por que não vai mais? - Ele sabia a resposta da sua pergunta. ela queria acompanha-lo.
Também sabia que aquilo soaria grosso, mas ele precisava ir, antes que ela... 
Aquilo a enervou.
- Ok, esquece tá bem... Tchau. - Ela disse e virou-se com raiva, começando a andar.
- Tchau. - Ele disse alto e calmo.
Ele não olhou para trás e caminhou calmo e vagaroso. Ela olhou para trás três vezes.
"Que idiota!", ela não pode deixar de pensar. Uma brisa fria soprou e ela se encolheu instântaneamente. Colocou as mãos no bolso da jaqueta enquanto ia até o pipoqueiro e notou um papel dobrado ali dentro. Ela o pegou, o abriu...
Ela chorou.
"Que idiota... Que eu sou."


domingo, 22 de maio de 2011

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Boletim... :D

Mais um dia surgindo... Hoje eu não dormi e se depender de mim nem o farei até que cheguem, pelo menos, às 22:00 horas, mas não acredito que eu vá chegar até lá sem um cochilo no meio. Me conheço bem o suficiente para saber que na menor chance que meu corpo tiver, estarei no segundo sono. Também me  conheço bem o suficiente para saber que não estou apaixonado, seria uma mentira eu dizer que estou. O sentimento que eu estou experimentando é maior do que isso e se logo depois de paixão vem amor, então acho que estou amando. kkkkkk estou namorando. *w*

Changing: Eu não sei se todos sabem, mas eu acesso o blog e posto tudo de uma Lan House, o que felizmente parece estar próximo de mudar; é assim, tenho internet em casa, mas um computador com defeito na placa de rede, velho e sem espaço e memória. Mas em breve, chega meu PC da Dell hiper massa e vou poder acessar dele; com isso, tenho a convicção de que a frequência das minha postagens no blog aumentará.. :D Aliás, tenho um monte de textos e idéias pra postar no blog já, algumas inteiramente prontas.

Não sei se alguém lembra da música: "o que tiver que ser" que certa vez postei para vocês baixarem e me dizerem o que achavam, pois então... Gravei um vídeo dela. kkkkkkk
Quem quiser conferir:

Espero que gostem! (apesar da péssima qualidade da gravação)

E por falar em gostar, a professora de Português da minha escola gostou tanto dos
textos que escrevi nas atividades em sala que tá vendo com um carinha aí para publicá-los.

*Que mais?*
Hmm.. Ah é, eu estou desempregado.

Uma outra hora, talvez eu venha falar sobre alguma dessas coisas mais detalhadamente. ;D

Bom domingo pra vocês, pessoal. Tudo de bom, flw!

domingo, 15 de maio de 2011

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Mania de Grandeza.

Havia, em certa vila,
uma pequena menina.
Tão miúda, a pequenina,
que certo dia,
cansada de ser baixinha,
quis sair da monotonia.


Resolveu, ser grande,
quase como uma gigante.
E então perguntou:
"Oh, Sr. Elefante,
qual é o segredo seu,
para ser tão grande?".


"Ah, bela criança,
os segredos desse elefante velho,
com pança e barba branca,
não passa, de travessuras,
que já fez em sua infância."


Apesar, da decepção,
houve alegria impar.
"Oh, que diversão,
nunca iria sonhar,
ser amiga de um elefante tão brincalhão."


Com a tromba,
conseguia enrolar,
a menina quase inteira,
e a girava no ar...


Ah, que pesar,
de partir já era hora.
Então a menina, foi embora.


Ps.: treinando estilos diferentes de escrita, espero que gostem. ;D

terça-feira, 3 de maio de 2011

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Nossas mãos se entrelaçaram...

Senti fogos de artifício explodindo em meu coração
mesmo assim tive medo
Uma explosão de luzes capaz de gerar em robos emoção
condenada a ser um segredo

Curto, e tão eterno também
porque era algo que eu não esqueceria
Eu só precisava de alguém
E finalmente alguém me queria

Sonhei, pensei, desvairei...
suas mãos e as minhas
Por mais impossível que fosse, acreditei
fiz músicas, fiz rimas

Mas o que você fez foi apenas soltar fogos de artifício
Fireworks perto de mim
Fireworks chegam ao fim
E eu volto para onde estava no início

Eu e minhas mãos
sozinhas e frias...

That's about a surprise I had with a friend.
Sobre algo que mexeu comigo, algo que Paulo Leminski definiria assim:
"foi tudo muito súbito
tudo muito susto
tudo assim como a resposta
fica quando chega a pergunta"

Porém, complicações demais in the way.
Amizade colorida, sabe. Não daria certo, realmente.
E nem seria certo...Trocar uma boa amizade por um relacionamento às escondidas e flutuante.
Mais um devaneio bobo meu.


À essa pessoinha do poema, agradeço por avisar
à criatividade que ela me devia uma visita e por "dizer" não.
Minha inspiração parece finalmente estar ressuscitando.

Créditos à Thiago Pethit e sua música Nightwalker,
que ficou rodando em loop nos meus ouvidos, animando-me,
e créditos à cantora Katy Perry também,
que grudou a palavra Fireworks em mim.
A foto foi tirada pelo meu cunhado, que vejam só, 
tem um lado fotógrafo excelente. :D

Desculpem ter deixado o blog às traças por tanto tempo.
E aos blogs que eu leio, prometo que logo vou ficar em dia com todos vocês.^^

Um abraço e uma ótima semana, pessoal.


[Edit póstumO]
Minha carência estava tão em alta que fiquei todo bobo por causa de uma coisinha tosca dessas .-.
OMG! E a menina ainda por cima tinha(ou tem ainda) namorado.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

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Caos e Fuga.



Raidam's adventure...
Episódio 1x01: Caos e Fuga.

24 de Março de 2011...
     Um rapaz estava em frente a Câmara Municipal de sua "pacata" cidadezinha quando três jovens passaram à alguns metros e um deles lhe perguntou que horas eram. Prestativamente ele tirou o celular do bolso de sua calça e verificou para repassar a eles.
    - Cinco para as duas! - foi o que EU disse.
A madrugada soprava um ar gostoso; frio mas gostoso.
    - Obrigado, irmão! - falou o mais baixo deles e então eles partiram.
E eu fiquei lá, apreciando a noite, as sombras, a solidão...
Tentando me convencer de que aquele pressentimento
de que algo ruim podia acontecer não era nada.
     Mas então eles voltaram. E eu sabia que havia algo muito errado nisso.
Dessa vez eles caminharam direto até mim, que recuei desconfiado.
Pediram por brasa e queriam saber onde havia um lugar para comprar drogas.
Improvisei sobre haver um ponto próximo de onde estavamos, torcendo
para que aqueles três fossem logo embora.
     Um deles estava às minhas costas e virei-me cauteloso para vê-lo...
Quando olhei para frente de novo, um deles já pulava em cima de mim.
Meu celular caiu e eu o peguei na grama. De repente, enquanto um dos caras apertava o meu pescoço o outro segurava-me o braço.
    - Fica quieto e não se mexe... Passa o celular.
Só uma linha de racíocinio me surgiu: ele está me ameaçando com asfixia, logo, não tem uma arma e eu corro até que bem rápido.
     Foi aí que eu bradei para que eles me soltassem e empurrei o braço do cara para longe de mim. Fiquei vários segundos tentando me desvencilhar de mãos e mais mãos e no breve momento em que senti-me livre, saí em disparada, correndo como um doido e caçando com os olhos por algum lugar onde eu pudesse ter ajuda. Não havia nenhum, principalmente não naquele horário.
     Eles correram atrás de mim, mas apenas um continuou e os outros se deixaram ficar para trás. Havia uma rua de asfalto e eu desci correndo por ela. O que estava em minha cola gritou:
    - Agora eu vou te matar!
Numa calçada tinha uma pilha de tijolo da qual eu vi ele pegando um, quando olhei para trás, e na tentativa de correr ainda mais rápido quase caí. Consegui recuperar o equilibrio e voltei a correr, ele arremessou o tijolo, que por sorte só empurrou a minha perna que estava no ar um pouco para o lado, então mantive-me a correr. Ele por sua vez, parou para recuperar o fôlego. Fôlego? Eu já nem sabia direito o que era isso, só corria, corria, mesmo com minhas pernas ficando amortecidas.
    Olhei para trás e vi o cara surgindo à duas esquinas de distância de mim, assim como um táxi, logo depois. O táxi parou ao lado do cara e ele entrou. Então eu virei numa esquina.
     Eu estava quase lá... O terreno de uma amiga da familia. A casa dela ficava na frente e haveria um pequeno corredor pelo qual eu poderia entrar e me esconder no pátio atrás da casa. Assim que entrei pelo corredor, ouvi o carro virar derrapando. Eles passaram pela frente da casa e então ouvi o barulho de freios. De certo que pensaram que eu havia me escondido em um matos de um terreno próximo, mas por precaução, entrei embaixo de um carro e fiquei escondido lá, tentando recuperar minha respiração que estava muito ruim.
    Uns minutos depois a minha respiração continuava ruim, mas eu estava mais calmo. Calmo o suficiente para sentir que alguma coisa havia molhado minhas costas. "Oléo" pensei e fui saindo debaixo do carro... Não era óleo, era sangue. Senti o cheiro e vi a cor que ficou nas minhas mãos quando às coloquei nas costas. Sangue suficiente para tingir minha camisa azul de bordô.

Continua no próximo episódio: "A Maca"

Obs.: Sim, isso é verídico e sim, aconteceu comigo. Faz tempo que eu queria contar aqui no blog, mas desde que saí do hospital, dois meses atrás, não consegui inspiração pra escrever  muito mais que umas linhas de poemas ou músicas. Faz alguns dias que ela voltou. \o/


Créditos à Dirceu César Costa pela ótima imagem. *s*

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